quarta-feira, 24 de junho de 2015

O tempo do universo

E com a calma agente começa a ver a alma.
Traçar os pontos. Rever as cores embutidas em sólidas paredes de concreto.
Saltar dos altos muros que assistimos emergir de uma rua qualquer.
Porque senão, senão as memórias não se fundem, e aquele gesto, a pose fotografada pelo olhar incerto, o por do sol declarado em uma janela de um quarto esquecido , os segredos coados no café de uma manhã intensa, o cheiro embriagante daquele perfume do amor inesperado,
O credor dos olhos cansados de uma noite mal dormida, aquele sorriso arrancado na solidão de inconstantes lembranças, as piadas indiscretas e as redundâncias presumidas...  nada, absolutamente nada disto existiria.
Nem mesmo os abraços quentes das madrugadas de um inverno, ou então os beijos molhados dedicados por uma paixão mergulhada em choro por um violão em plena quinta-feira. Devemos fazer do nosso Hoje o tempo. Esse é o tempo.  Aquele que tanto esperamos e brindamos. Que seja ele a se dedicar os textos, músicas e enfins. Experimente-o.  E murmure nos ouvidos de quem achar que deve ouvir, que está  olhando para a bela esperança do universo.

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